Vhils - Dissecção
O artigo de hoje não é 100% sobre fotografia, mas sim sobre uma exposição que me inspirou bastante.
Alexandre Farto (a.k.a. Vhils) é um artista urbano português, que tem por base do seu trabalho a relação do ambiente urbano com a sua população - utilizando um conjunto de técnicas bastante diferentes do vulgar, combinando a arte digital com a escultura e algumas explosões pelo meio!
Esta é a sua primeira exposição em Portugal, com obras inéditas e fotografias das suas intervenções por todo o mundo.
Achei a exposição particularmente interessante, não só do ponto de vista plástico como social - um autêntico Bansky português.
A exposição encontra-se no Museu da Electricidade, e tem entrada gratuita - recomendo também marcar uma hora e fazer a visita guiada!
Fuji GA645W | Kodak TriX | Studional

Vhils - Dissecção

O artigo de hoje não é 100% sobre fotografia, mas sim sobre uma exposição que me inspirou bastante.

Alexandre Farto (a.k.a. Vhils) é um artista urbano português, que tem por base do seu trabalho a relação do ambiente urbano com a sua população - utilizando um conjunto de técnicas bastante diferentes do vulgar, combinando a arte digital com a escultura e algumas explosões pelo meio!

Esta é a sua primeira exposição em Portugal, com obras inéditas e fotografias das suas intervenções por todo o mundo.

Achei a exposição particularmente interessante, não só do ponto de vista plástico como social - um autêntico Bansky português.

A exposição encontra-se no Museu da Electricidade, e tem entrada gratuita - recomendo também marcar uma hora e fazer a visita guiada!

Fuji GA645W | Kodak TriX | Studional

Hoje regressei finalmente a Lisboa, e aproveitei para passar por um restaurante que utilizou duas fotos minhas na sua decoração!
Não consegui tirar fotos melhores, mas recomendo a quem puder passarem por lá para dar uma vista de olhos e comer bem - chama-se Flor do Alecrim, e está no Cais do Sodré (mesmo em frente ao Musicbox). 
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Por norma não costumo fazer este tipo de trabalhos, mas o dono do restaurante queria imagens “típicas, mas não turísticas” de Lisboa. A minha aposta foi Alfama, uma das minhas zonas favoritas de Lisboa para fotografar! 
Desta vez foquei-me na arquitectura e nalguns pormenores em vez das pessoas.. um trabalho diferente, mas muito gratificante!
Para acabar, uma foto minha por Alfama no dia em que as fotos foram tiradas :)

Hoje regressei finalmente a Lisboa, e aproveitei para passar por um restaurante que utilizou duas fotos minhas na sua decoração!

Não consegui tirar fotos melhores, mas recomendo a quem puder passarem por lá para dar uma vista de olhos e comer bem - chama-se Flor do Alecrim, e está no Cais do Sodré (mesmo em frente ao Musicbox). 

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Por norma não costumo fazer este tipo de trabalhos, mas o dono do restaurante queria imagens “típicas, mas não turísticas” de Lisboa. A minha aposta foi Alfama, uma das minhas zonas favoritas de Lisboa para fotografar! 

Desta vez foquei-me na arquitectura e nalguns pormenores em vez das pessoas.. um trabalho diferente, mas muito gratificante!

Para acabar, uma foto minha por Alfama no dia em que as fotos foram tiradas :)

Na hora da despedida, é quase sempre mais triste ficar do que partir

Miguel Sousa Tavares, Equador

Este sábado começo a minha viagem pela Europa, e só devo voltar no início de Setembro! 

Não vou ter internet, mas já deixei uns posts agendados para não se esquecerem de mim :)

Até lá!

Finalmente estou de férias (e oficialmente licenciado!!), ou seja, altura de escrever qualquer coisa para o blog - e que tal uma review da Fuji GA645W?
Já não fazia um artigo deste género há muito tempo - o primeiro que fiz foi da Olympus Mju. Geralmente evito este tipo de artigos quando acabo de experimentar uma máquina - uma coisa são as primeiras impressões, mas só ao fim de uns tempos é que se consegue fazer uma avaliação mais ponderada.
[[MORE]]
Recebi esta Fuji numa troca pela minha Contax T3 (que não gostei muito para o preço que custa). Recebi uma versão especial da GA645W, numa caixa de madeira enorme, ainda com todos os manuais, panfletos e facturas de compra. Entretanto ela já viajou comigo até Berlim, e tem sido a minha câmara alternativa à Rollei quando não estou no espírito de fazer retratos.
Como o nome indica, esta é uma máquina de médio formato, que num rolo tira 16 fotografias em formato rectangular - 6x4.5cm. Tem uma objectiva de 45mm f4 (que em 35mm equivale a uma 28mm), e é uma rangefinder com autofocus. No fundo, é o equivalente de médio formato à Contax G2 que eu tive anteriormente, e que vou usar ao longo deste post como termo de comparação. 

Ergonomia
A primeira coisa que avaliamos numa máquina - qual a sensação de a ter na mão, qual a facilidade de utilização?
Posso dizer que a este nível é das máquinas que mais gostei até hoje: O visor é grande e polarizado, com as linhas bem definidas mesmo em luz brilhante; a máquina apesar de ser em plástico é bastante sólida; e o punho é bastante substancial, sendo muito confortável - em Berlim andei 10 dias com a máquina na mão e a alça enrolada no pulso, e não tive quaisquer problemas!



Mais algumas de Berlim
Autofocus
Devo dizer que não é a melhor máquina que já usei a este nível. Demora um bocado até começar a focar (comparado com o foco instantâneo da G2), mas até agora nunca tive nenhuma foto desfocada, pelo que nem tudo são desvantagens.
Também pode ser usada com focagem à zona, definindo a focagem manualmente para uma distância intermédia. Depois de definir a distância a objectiva ajusta logo para essa posição de foco e deixa de ter qualquer lag no disparo!
Fotómetro
A máquina tem todos os modos de  disparo a que estamos habituados (P, Av, Tv, M), e mede a luz através de uma célula exterior à objectiva. A grande desvantagem deste tipo de medição é que não compensa o eventual uso de filtros na máquina, o que pode ser um problema para os mais distraídos. 
Tenho usado sempre a máquina no modo P - é de certo modo refrescante comparado com a Rollei, e a medição de luz é sempre no ponto. Por vezes sobre-expõe um pouco, mas nem é mau de todo porque preserva o detalhe nas sombras.
Qualidade fotográfica
Bem, esta é a parte mais importante. Tudo o que disse até aqui servia de pouco se a qualidade final fosse mediana.
Mas não é.
A objectiva é sem dúvida a mais nítida que usei até agora. O que aliado a um autofocus de confiança e ao tamanho do negativo deita completamente por terra todas as boas máquinas de 35mm que já usei, a nível de definição, contraste e falta de grão.
Outra característica interessante é que os negativos da Fuji, ao contrário da maioria das máquinas, são na vertical. Tenho reparado que com ela fotografo bem mais na vertical do que habitualmente faço, e como o negativo é 4:3 em vez de 3:2 as fotos na vertical são ligeiramente menos alongadas que o normal - e preenchem completamente papel que tenho usado nas minhas ampliações, sem necessidade de crop nem de margens excessivas!




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Pontos negativos? O que mais me chateei na máquina é o barulho do avanço do filme. O obturador não se ouve, mas logo depois de tirar a foto o motor faz um barulho agudo muito irritante.. já que a máquina tem algumas funções personalizáveis, porque não ter uma função para avançar o filme só quando se tira o dedo do botão?
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O rolo que acho que combina melhor com esta máquina é o clássico Kodak TriX. Tem muito menos grão aparente que um negativo de 35mm, e o ISO 400 é bom para esta máquina pois permite usar aberturas mais pequenas, com melhor definição e maior profundidade de campo (ao contrário da Rolleiflex, é bastante difícil desfocar o fundo com esta objectiva). Todas as fotos neste artigo foram tiradas com a seguinte receita:
Kodak TriX + Studional 1+30 - 5 min a 24ºC
E pronto, aqui fica a minha opinião - uma das minhas máquinas favoritas, excelente para viagem, e que reanimou o meu gosto pela fotografia de rua.
Ah, e gosta bastante de cerveja alemã!

Finalmente estou de férias (e oficialmente licenciado!!), ou seja, altura de escrever qualquer coisa para o blog - e que tal uma review da Fuji GA645W?

Já não fazia um artigo deste género há muito tempo - o primeiro que fiz foi da Olympus Mju. Geralmente evito este tipo de artigos quando acabo de experimentar uma máquina - uma coisa são as primeiras impressões, mas só ao fim de uns tempos é que se consegue fazer uma avaliação mais ponderada.

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Success is a mixture of preparation and luck.

Frank Underwood, House of Cards

Parece-me que esta citação se adequa bem à fotografia, especialmente quando se fotografa pelas ruas. Por um lado é preciso estar sempre preparado - andar com uma máquina na mão, conhecer bem o equipamento, ter os conhecimentos básicos de composição e um olhar atento e crítico de tudo o que nos rodeia.

Depois é preciso ter sorte!

Como costumam dizer, quem não tem cão caça com gato! Precisava de uma segunda luz vermelha para iluminar as tinas de revelação do papel, e não tenho corrente eléctrica perto da banheira (como é óbvio). Por isso usei uma caixa de slides, alguns LEDs e um circuito simples para fazer uma safelight portátil!
Depois publico umas fotos do darkroom todo a funcionar :) 

Como costumam dizer, quem não tem cão caça com gato! Precisava de uma segunda luz vermelha para iluminar as tinas de revelação do papel, e não tenho corrente eléctrica perto da banheira (como é óbvio). Por isso usei uma caixa de slides, alguns LEDs e um circuito simples para fazer uma safelight portátil!

Depois publico umas fotos do darkroom todo a funcionar :) 

Interrompo o meu estudo para partilhar o novo vídeo do Ian Ruhter (já tinha partilhado este), desta vez sobre o seu regresso a Yosemite.

Acima de tudo é uma história inspiradora, que nos diz para não desistir dos nossos sonhos.. por vezes no meio da confusão do dia-a-dia esquecemo-nos disso, pelo que convém de vez em quando relembrar :)

Espero voltar em Maio, desta vez com fotografias!

Não fazia ideia que o Stanley Kubrick fotografava.. foi sem dúvida a descoberta do dia, fotos dos anos 40/50 com muito carácter, e algumas delas bastante dinâmicas e interessantes.. podem ver algumas delas aqui - sem dúvida que me motivaram para ir fotografar amanhã :)
(Descobri também que estas fotografias foram publicadas num livro em 2005, mas foi uma edição bastante pequena e rara.. se alguém encontrar algum, avise-me!!)
[EDIT] Podem ver um vídeo muito completo sobre o seu trabalho aqui

Não fazia ideia que o Stanley Kubrick fotografava.. foi sem dúvida a descoberta do dia, fotos dos anos 40/50 com muito carácter, e algumas delas bastante dinâmicas e interessantes.. podem ver algumas delas aqui - sem dúvida que me motivaram para ir fotografar amanhã :)

(Descobri também que estas fotografias foram publicadas num livro em 2005, mas foi uma edição bastante pequena e rara.. se alguém encontrar algum, avise-me!!)

[EDIT] Podem ver um vídeo muito completo sobre o seu trabalho aqui