Hoje regressei finalmente a Lisboa, e aproveitei para passar por um restaurante que utilizou duas fotos minhas na sua decoração!
Não consegui tirar fotos melhores, mas recomendo a quem puder passarem por lá para dar uma vista de olhos e comer bem - chama-se Flor do Alecrim, e está no Cais do Sodré (mesmo em frente ao Musicbox). 
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Por norma não costumo fazer este tipo de trabalhos, mas o dono do restaurante queria imagens “típicas, mas não turísticas” de Lisboa. A minha aposta foi Alfama, uma das minhas zonas favoritas de Lisboa para fotografar! 
Desta vez foquei-me na arquitectura e nalguns pormenores em vez das pessoas.. um trabalho diferente, mas muito gratificante!
Para acabar, uma foto minha por Alfama no dia em que as fotos foram tiradas :)

Hoje regressei finalmente a Lisboa, e aproveitei para passar por um restaurante que utilizou duas fotos minhas na sua decoração!

Não consegui tirar fotos melhores, mas recomendo a quem puder passarem por lá para dar uma vista de olhos e comer bem - chama-se Flor do Alecrim, e está no Cais do Sodré (mesmo em frente ao Musicbox). 

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Por norma não costumo fazer este tipo de trabalhos, mas o dono do restaurante queria imagens “típicas, mas não turísticas” de Lisboa. A minha aposta foi Alfama, uma das minhas zonas favoritas de Lisboa para fotografar! 

Desta vez foquei-me na arquitectura e nalguns pormenores em vez das pessoas.. um trabalho diferente, mas muito gratificante!

Para acabar, uma foto minha por Alfama no dia em que as fotos foram tiradas :)

Na hora da despedida, é quase sempre mais triste ficar do que partir

Miguel Sousa Tavares, Equador

Este sábado começo a minha viagem pela Europa, e só devo voltar no início de Setembro! 

Não vou ter internet, mas já deixei uns posts agendados para não se esquecerem de mim :)

Até lá!

Finalmente estou de férias (e oficialmente licenciado!!), ou seja, altura de escrever qualquer coisa para o blog - e que tal uma review da Fuji GA645W?
Já não fazia um artigo deste género há muito tempo - o primeiro que fiz foi da Olympus Mju. Geralmente evito este tipo de artigos quando acabo de experimentar uma máquina - uma coisa são as primeiras impressões, mas só ao fim de uns tempos é que se consegue fazer uma avaliação mais ponderada.
[[MORE]]
Recebi esta Fuji numa troca pela minha Contax T3 (que não gostei muito para o preço que custa). Recebi uma versão especial da GA645W, numa caixa de madeira enorme, ainda com todos os manuais, panfletos e facturas de compra. Entretanto ela já viajou comigo até Berlim, e tem sido a minha câmara alternativa à Rollei quando não estou no espírito de fazer retratos.
Como o nome indica, esta é uma máquina de médio formato, que num rolo tira 16 fotografias em formato rectangular - 6x4.5cm. Tem uma objectiva de 45mm f4 (que em 35mm equivale a uma 28mm), e é uma rangefinder com autofocus. No fundo, é o equivalente de médio formato à Contax G2 que eu tive anteriormente, e que vou usar ao longo deste post como termo de comparação. 

Ergonomia
A primeira coisa que avaliamos numa máquina - qual a sensação de a ter na mão, qual a facilidade de utilização?
Posso dizer que a este nível é das máquinas que mais gostei até hoje: O visor é grande e polarizado, com as linhas bem definidas mesmo em luz brilhante; a máquina apesar de ser em plástico é bastante sólida; e o punho é bastante substancial, sendo muito confortável - em Berlim andei 10 dias com a máquina na mão e a alça enrolada no pulso, e não tive quaisquer problemas!



Mais algumas de Berlim
Autofocus
Devo dizer que não é a melhor máquina que já usei a este nível. Demora um bocado até começar a focar (comparado com o foco instantâneo da G2), mas até agora nunca tive nenhuma foto desfocada, pelo que nem tudo são desvantagens.
Também pode ser usada com focagem à zona, definindo a focagem manualmente para uma distância intermédia. Depois de definir a distância a objectiva ajusta logo para essa posição de foco e deixa de ter qualquer lag no disparo!
Fotómetro
A máquina tem todos os modos de  disparo a que estamos habituados (P, Av, Tv, M), e mede a luz através de uma célula exterior à objectiva. A grande desvantagem deste tipo de medição é que não compensa o eventual uso de filtros na máquina, o que pode ser um problema para os mais distraídos. 
Tenho usado sempre a máquina no modo P - é de certo modo refrescante comparado com a Rollei, e a medição de luz é sempre no ponto. Por vezes sobre-expõe um pouco, mas nem é mau de todo porque preserva o detalhe nas sombras.
Qualidade fotográfica
Bem, esta é a parte mais importante. Tudo o que disse até aqui servia de pouco se a qualidade final fosse mediana.
Mas não é.
A objectiva é sem dúvida a mais nítida que usei até agora. O que aliado a um autofocus de confiança e ao tamanho do negativo deita completamente por terra todas as boas máquinas de 35mm que já usei, a nível de definição, contraste e falta de grão.
Outra característica interessante é que os negativos da Fuji, ao contrário da maioria das máquinas, são na vertical. Tenho reparado que com ela fotografo bem mais na vertical do que habitualmente faço, e como o negativo é 4:3 em vez de 3:2 as fotos na vertical são ligeiramente menos alongadas que o normal - e preenchem completamente papel que tenho usado nas minhas ampliações, sem necessidade de crop nem de margens excessivas!




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Pontos negativos? O que mais me chateei na máquina é o barulho do avanço do filme. O obturador não se ouve, mas logo depois de tirar a foto o motor faz um barulho agudo muito irritante.. já que a máquina tem algumas funções personalizáveis, porque não ter uma função para avançar o filme só quando se tira o dedo do botão?
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O rolo que acho que combina melhor com esta máquina é o clássico Kodak TriX. Tem muito menos grão aparente que um negativo de 35mm, e o ISO 400 é bom para esta máquina pois permite usar aberturas mais pequenas, com melhor definição e maior profundidade de campo (ao contrário da Rolleiflex, é bastante difícil desfocar o fundo com esta objectiva). Todas as fotos neste artigo foram tiradas com a seguinte receita:
Kodak TriX + Studional 1+30 - 5 min a 24ºC
E pronto, aqui fica a minha opinião - uma das minhas máquinas favoritas, excelente para viagem, e que reanimou o meu gosto pela fotografia de rua.
Ah, e gosta bastante de cerveja alemã!

Finalmente estou de férias (e oficialmente licenciado!!), ou seja, altura de escrever qualquer coisa para o blog - e que tal uma review da Fuji GA645W?

Já não fazia um artigo deste género há muito tempo - o primeiro que fiz foi da Olympus Mju. Geralmente evito este tipo de artigos quando acabo de experimentar uma máquina - uma coisa são as primeiras impressões, mas só ao fim de uns tempos é que se consegue fazer uma avaliação mais ponderada.

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Success is a mixture of preparation and luck.

Frank Underwood, House of Cards

Parece-me que esta citação se adequa bem à fotografia, especialmente quando se fotografa pelas ruas. Por um lado é preciso estar sempre preparado - andar com uma máquina na mão, conhecer bem o equipamento, ter os conhecimentos básicos de composição e um olhar atento e crítico de tudo o que nos rodeia.

Depois é preciso ter sorte!

Como costumam dizer, quem não tem cão caça com gato! Precisava de uma segunda luz vermelha para iluminar as tinas de revelação do papel, e não tenho corrente eléctrica perto da banheira (como é óbvio). Por isso usei uma caixa de slides, alguns LEDs e um circuito simples para fazer uma safelight portátil!
Depois publico umas fotos do darkroom todo a funcionar :) 

Como costumam dizer, quem não tem cão caça com gato! Precisava de uma segunda luz vermelha para iluminar as tinas de revelação do papel, e não tenho corrente eléctrica perto da banheira (como é óbvio). Por isso usei uma caixa de slides, alguns LEDs e um circuito simples para fazer uma safelight portátil!

Depois publico umas fotos do darkroom todo a funcionar :) 

Interrompo o meu estudo para partilhar o novo vídeo do Ian Ruhter (já tinha partilhado este), desta vez sobre o seu regresso a Yosemite.

Acima de tudo é uma história inspiradora, que nos diz para não desistir dos nossos sonhos.. por vezes no meio da confusão do dia-a-dia esquecemo-nos disso, pelo que convém de vez em quando relembrar :)

Espero voltar em Maio, desta vez com fotografias!

Não fazia ideia que o Stanley Kubrick fotografava.. foi sem dúvida a descoberta do dia, fotos dos anos 40/50 com muito carácter, e algumas delas bastante dinâmicas e interessantes.. podem ver algumas delas aqui - sem dúvida que me motivaram para ir fotografar amanhã :)
(Descobri também que estas fotografias foram publicadas num livro em 2005, mas foi uma edição bastante pequena e rara.. se alguém encontrar algum, avise-me!!)
[EDIT] Podem ver um vídeo muito completo sobre o seu trabalho aqui

Não fazia ideia que o Stanley Kubrick fotografava.. foi sem dúvida a descoberta do dia, fotos dos anos 40/50 com muito carácter, e algumas delas bastante dinâmicas e interessantes.. podem ver algumas delas aqui - sem dúvida que me motivaram para ir fotografar amanhã :)

(Descobri também que estas fotografias foram publicadas num livro em 2005, mas foi uma edição bastante pequena e rara.. se alguém encontrar algum, avise-me!!)

[EDIT] Podem ver um vídeo muito completo sobre o seu trabalho aqui

Elliott Erwitt’s Dogs - uma pequena opinião
Neste blog, já dei a conhecer várias vezes o meu gosto por fotografar cães. Não sou dono de nenhum, e já tive várias experiências menos boas relacionadas com cães, mas na mesma adoro fotografa-los nas ruas. Grande parte dessa curiosidade veio por influência das fotos do Elliott Erwitt, cujo gosto por cães é tão grande que ele se veste a rigor!
[[MORE]]

À semelhança de outros livros deste autor, as fotos presentes neste livro resultam de 50 anos de fotografia, numa variedade de situações e locais, que depois foram compiladas e editadas neste livro, intitulado Elliott Erwitt’s Dogs em 2008 . Essa diferença temporal entre fotos não é evidente à primeira vista (dado que Erwitt usou uma técnica e estética semelhante ao longo do tempo), só se notando mais nas fotos tiradas em estúdio no final do livro tiradas em 2001, bastante mais nítidas e “limpas”. O facto de duas fotos na mesma página terem 30 anos de diferença, e mesmo assim serem facilmente identificadas como uma foto do autor é inspirador, e revela a sua capacidade de se manter fiel ao seu estilo e abordagem!

Quem fotografa ou já fotografou cães sabe a dificuldade que é, pois não param quietos e são extremamente imprevisíveis! Em resultado disso, o livro tem muitas fotos tremidas/desfocadas, e a composição por vezes deixa um pouco a desejar. No fundo é quase o oposto da abordagem clássica da fotografia de rua, em que muitas vezes se privilegia a composição à mensagem - em vez disso, as fotos deste autor valem pelo motivo, a emoção e a espontaneidade, características que para mim fazem toda a diferença entre uma imagem “bonita” e uma imagem que provoca realmente uma reacção emocional ao leitor!
Neste livro  podem encontrar-se as fotos mais famosas de cães de Erwitt (aquelas que aparecem quando se pesquisa no Google), e a maioria das vezes essas fotos mais famosas encontram-se em destaque, ocupando a página inteira.
No entanto, a maioria das páginas tinha 2 imagens e margens muito curtas, deixando-me bastante tempo a tentar compreender a relação entre elas, e ainda mais tempo a pensar se não teria sido melhor fazer um livro com mais páginas ou uma selecção mais reduzida de fotografias em vez de uma densidade tão grande de fotografias.

Algumas das fotografias do livro resultam de uma sequência de fotografias em instantes diferentes, o que adiciona uma certa narrativa à fotografia, e resulta em “histórias” bastante cómicas e surreais!
Na sequência destas sequências, Erwitt lançou recentemente um livro especialmente dedicado a esta abordagem à fotografia - chama-se Sequentially Yours, e já está na minha Wishlist do Amazon!
A qualidade de impressão, como não podia deixar de ser de um livro da teNeues, é irrepreensível, gosto imenso do papel semi brilhante usado no livro e as fotos quase que parecem ampliações tradicionais, com direito a grão e tudo :)
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Espontâneo, divertido, autêntico.. no fundo este livro lembra-me porque é que gosto de fotografar, e é uma excelente introdução à fotografia de Elliott Erwitt ou para quem simplesmente goste de cães!
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E para terminar, fica aqui uma pequena entrevista :)

Elliott Erwitt’s Dogs - uma pequena opinião

Neste blog, já dei a conhecer várias vezes o meu gosto por fotografar cães. Não sou dono de nenhum, e já tive várias experiências menos boas relacionadas com cães, mas na mesma adoro fotografa-los nas ruas. Grande parte dessa curiosidade veio por influência das fotos do Elliott Erwitt, cujo gosto por cães é tão grande que ele se veste a rigor!

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