Olympus Mju II

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Ora bem, para começar este artigo vou dar uma de Ken Rockwell - “esta é a melhor máquina de sempre.”

Será? Vamos lá ver (o artigo hoje é um bocado longo, desta vez tentei fazer isto em condições)

Há uns tempos fiz um artigo sobre compactas (Point and shot), em que discriminei as vantagens e desvantagens deste tipo de máquinas, esta review é uma espécie de “parte 2” desse artigo, desta vez uma reflexão mais prática.

Tenho estado a usar uma Olympus Stylus Epic DLX, a versão americana desta Mju que está nas fotografias deste artigo, cor champanhe. Mas um amigo meu lá arranjou um modelo europeu em preto, eu aproveitei e fiz o “upgrade”. Esta não tem o modo panorama nem o databack que a versão americana tinha, mas o acabamento preto parece-me mais durável que o prateado, apesar de se notar muito mais a gordura das mãos (como se pode ver nas fotos!)

Ok, então as características da câmara:

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 - Objectiva 35mm 2.8

 - Auto focus a partir de 35cm

 - Botão de disparo

 - Botões atrás que controlam o flash e o timer

 - Spot metering quando se carrega nos dois botões de trás

 - Uma tampa que abre e fecha!

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E é só.

"Mas não faz HDR, nem 50 fps, nem tem touch screen e agenda?" - não, e essa é precisamente a "magia" desta máquina, cujo funcionamento se baseia em disparar e andar. Não é necessário medir a luz, focar, definir coisas com nomes estranhos em 50 menus, basta concentrarmo-nos no que é mais importante.

"A objectiva, vale alguma coisa?" Numa palavra, sim. Muito nítida (apesar de nunca se saber a que abertura foi tirada), e por ser uma 35mm num corpo "full frame" conseguimos bastante desfoque no fundo e um "bokeh" bastante agradável.

Ficam então uns exemplos - as fotos não são de todo as melhores que já fiz, mas como tenho a máquina sempre comigo dá para captar algumas situações mais caricatas ou fora do vulgar que vão aparecendo.

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"Mas a máquina tem algum ponto negativo, ou posso ir já comprar uma?"

Claro que uma máquina deste tipo implica sempre algum compromisso - não temos controlo manual da abertura, muito menos da exposição; o visor é muito pequeno, passo a vida a ver as minhas pestanas em vez do que quero fotografar; o controlo do flash é deficiente, sempre que desligamos e ligamos a máquina ele faz reset, e o facto de estar muito próximo da objectiva dá origem a olhos vermelhos com muita facilidade. Mas é a tal coisa, se o que quero é controlo e um resultado previsível uso a X100 ou uma Canon.. mas a X100 não levo para o Bairro Alto nem para o meio de um concerto, pelo menos enquanto for eu a pagar as minhas máquinas!

Acho que a máquina tem uma relação qualidade preço imbatível, principalmente se tivermos em conta que esta se arranja por 50/60 euros usada e que uma Ricoh GR1 ou uma Yashica T5 chegam aos 250 euros sem qualquer problema.. não opinar acerca da Ricoh nem da Yashica, porque nunca mexi em nenhuma, mas duvido que sejam 5x melhores..

Bem, penso que fui muito explícito, estou mesmo a gostar desta máquina, precisamente pela forma descontraída com que se usa, dá para levar a todo o lado.. claro que não substitui uma boa máquina com controlos manuais e tal, mas desde que comecei a usar isto reduzi bastante a utilização das minhas máquinas mais “ninja”, o que até dá pena de certa forma!

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